terça-feira, 10 de maio de 2011

Caraguá: Uma Segurança que se assume deficiente

Muito se reclama neste país a respeito das deficiências na área da segurança pública. Pode-se dizer que o problema é dos mais graves que afetam o país e geram intranqüilidade à população.

Muito já se discutiu a respeito e propostas as mais mirabolantes já foram apresentadas à mesa dos debates. Até pena de morte se cogitou. Ângelo Ramiro, de Caraguá, ainda se propôs a ser o carrasco na época. O fato é que a situação continua a merecer as atenções de nossas autoridades. Ou seja: continua crítica, nada mudou, é a mesma.

Assaltos e homicídios por motivos fúteis, latrocínios, furtos são os itens que mais chamam à atenção e engrossam as estatísticas. Caraguatatuba, minha pobre Caraguá, tem a infelicidade de aparecer “bem cotada” no ranking das cidades mais violentas do Estado.

Agora, aparece uma nova modalidade de violência para atordoar ainda mais a nossa cabeça: atirar em criancinhas inocentes em escolas públicas. Bons macacos, como dizem os irmãos argentinos, copiamos os americanos, que sofrem dessa patologia faz muito tempo e não conseguem acabar com ela.

Bem, o assunto é extenso. Poderíamos escrever muitas linhas a respeito, mas este não é o caso. Mesmo porque um não tão inocente carro, parado defronte de um banco outro dia, nos fez refletir acerca deste estado lamentável de coisas.

Talvez a psicologia e o próprio doutor Freud expliquem alguns lapsos no comportamento diário que revelam nossas fraquezas interiores ou exteriores, conscientes ou não, e nos tornam vulneráveis ao julgamento de nossos semelhantes.

O nosso sistema de segurança é deficiente? á muitoHá muito que sabemos que sim. Mas, agora, vemos que própria estrutura de segurança parece assumir publicamente o seu lado “deficiente”.

Veja a foto que ilustra a matéria: um veículo, daqueles que nos dá segurança –ou que pelo menos deveria– exibe o seu lado “deficiente” e, com esse sentimento esparramado pelas entranhas, assume conscientemente ou não essa triste condição.

O carro parou no local reservado aos deficientes. Errado? Talvez não. Não conhecemos a mensagem que a pessoa que ali estacionou quis nos passar. Afinal, também ele é cidadão e tem suas opiniões, temores e reservas a respeito do tema que põe a todos de sobressalto.

A imagem parece sugerir que o cidadão sofre de outra anomalia, o daltonismo –aquela em que se faz confusão entre as cores–, pois não distinguiu a faixa amarela no chão onde ele não deveria parar.

Bem, ao menos se revela muito corajoso e sua atitude soa até como um protesto brotado da cidadania a que, afinal, ele também tem direito. Assumiu o lado deficiente da estrutura de segurança do país...
 O Blog de Caraguá - k

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