Funcionários do Ministério dos Transportes estão comparando a crise no órgão com o reality show da TV Globo "Big Brother Brasil". Na terça-feira (19) foram seis "eliminados" e já há outros nomes escolhidos para o "paredão", informa reportagem de Carolina Sarres, publicada na Folha desta quarta-feira.
Na pasta, em média, a cada dois dias, acontece um "paredão" e um funcionário deixa o cargo. Em duas semanas foram 12 demissões.
Ontem, o governo exonerou mais três funcionários do Ministério do Transportes --José Osmar Monte Rocha, Darcy Michiles e Estevam Pedrosa--, dois do Dnit --Luiz Claudio dos Santos Varejão e Mauro Sérgio Almeida Fatureto-- e uma do Fnit (Fundo Nacional de Infraestrutura de Transportes) --Maria das Graças de Almeida.
Ainda é esperada a saída de Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit, que está afastado do cargo, e de Hideraldo Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária, cujo afastamento também foi determinado pela presidente Dilma Rousseff.
O escândalo envolvendo o Ministério dos Transportes veio à tona após uma reportagem da revista "Veja", em 2 de julho, informar que representantes do PR, partido que comanda os Transportes, e funcionários da pasta e de órgãos vinculados ao ministério montaram um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por empreiteiras.
Folha UOL
Caraguablog/JFPr
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