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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Congresso de Folclore debate sobre 22 patrimônios imateriais do país

Daniele de Freitas
Aluna do 2º semestre Jornalismo/Módulo
Roberto Benjamin, José Luiz Herência e
Fernanda Bandeira de Mello compartilham
 ideias na mesa redonda que abriu
 a discussão sobre as políticas públicas
 para patrimônio imaterial da cultura
O XV Congresso Brasileiro de Folclore, que foi aberto na segunda-feira, em São José dos Campos, no Teatro Municipal, teve sua primeira mesa redonda realizada na manhã de ontem, 12 de julho. A mesa foi composta por Luís Fernando de Almeida, presidente do IPHAM (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional); Américo Córdula, secretário da Identidade e Diversidade do Ministério da Cultura; e Cláudia Márcia Ferreira, diretora do Centro Nacional de Folclore.

Eles debateram as políticas públicas para o patrimônio imaterial da cultura, o Plano Nacional de Cultura e mecanismos de fomento e valorização do folclore no país. Explicaram a diferença de patrimônio material, que são prédios, construções e monumentos com valor histórico relevante, de patrimônio imaterial, que consiste em expressões, saberes e celebrações do povo brasileiro.

O Brasil possui 22 patrimônios imateriais reconhecidos pelo Centro Nacional de Folclore, órgão ligado ao Governo Federal, dentre eles o samba de roda, o jongo, o sistema agrícola, a oficina de baianas de acarajé, o frevo, a feira de Caruaru, o modo de fazer pão de queijo mineiro, a roda de capoeira, o toque dos sinos em Minas Gerais, as matizes do samba carioca, a festa de Sant’Ana de Caicó, o círio Nossa Senhora de Nazaré, a festa do divino, e o jongo do Sudeste. O próximo patrimônio imaterial a ser reconhecido será o boi bumbá do Maranhão.

Segundo a diretora Cláudia Márcia Ferreira, o Centro Nacional, pesquisa há 50 anos os patrimônios imateriais. Ela ressalta que fomentar e reconhecer estes patrimônios não são ações que cabem apenas aos governos e as entidades representativas, mas podem ser também formas de valorização da cultura do povo brasileiro.

Neste sentido, em 02 de dezembro de 2010, foi aprovada a Lei 12.343 que afirma ser preciso valorizar, reconhecer, promover e preservar a diversidade cultural existente no Brasil. “Agora é lei. O Plano Nacional de Cultura tem que funcionar”, confirma o secretário Américo Córdula, do Ministério da Cultura.

O Plano Nacional de Cultura, que está em fase final de aprovação, contempla 17 diretrizes, 36 estratégias e 275 ações. Está dividido em nove planos setoriais: teatro, cores, dança, artes visuais, culturas indígenas e outros.

Luís Fernando de Almeida, presidente do IPHAM, disse que a cultura é importante e necessária para aumentar os espaços de participação social dentro. Disse também que a comunidade é a principal responsável pelo apoio e preservação do patrimônio imaterial. É importante a implantação e execução de políticas públicas para que os projetos culturais tenham continuidade. “Onde há terra e gente, há cultura. Ela se dá onde vivemos”, finaliza o presidente.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amantes da cultura se reúnem para discutir o futuro do folclore nacional

Centenas de pessoas compareceram à abertura do Congresso que tem como tema “História e Folclore: caminhos que se entrecruzam”
Paulo Henrique Ferraz
Aluno do 8 semestre de Jornalismo do Centro Universitário Módulo
O Presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, de São José dos Campos, Mário Domingos de Moraes, recebe a estatueta do Tropeiro, símbolo da cultura regional do Vale do Paraíba 
São José dos Campos, no interior de São Paulo, recebeu pesquisadores, entusiastas, e artistas de todos os cantos do Brasil, dentre eles a Comissão Nacional do Folclore, que organiza o Congresso Brasileiro de Folclore desde 1951. O Congresso está em sua 15ª edição, começou na segunda-feira e prossegue até sexta-feira, dia 15 de julho, no Teatro Municipal e no Parque da Cidade, ambos em São José.

O evento revela, por meio de exposições fotográficas, documentários e apresentações culturais, as principais características regionais. Também abre discussões acadêmicas sobre o futuro do folclore no Brasil. O intuito é, por meio dos debates do Congresso, projetar diretrizes para os próximos dois anos.

A noite de abertura, 11 de julho, teve uma homenagem aos entusiastas da causa folclórica no Brasil, falecidos nos últimos anos. O coordenador do Congresso e presidente da Comissão Paulista de Folclore, Toninho Macedo, acompanhado pelo toque de viola, cantou músicas tradicionais, dentre elas “Solidão de Amigos”. A noite ainda contou com apresentações culturais como a do Grupo de Fandango “Mantendo a Tradição”, de Ribeirão Grande/SP, composto por crianças que preservam a cultura regional do Vale do Ribeira, com uma dança praticada com tamancas de madeira.

Após as homenagens da noite, foram chamados para compor a mesa, Lurdes Macena, presidente da Comissão Nacional do Folclore; Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura; Fernanda Bandeira de Mello, presidente do CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), ligado a secretaria de Estado da Cultura; Mário Domingos de Moraes, presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo; Eliane dos Santos Silva, prefeita da cidade de Ribeirão Grande e outras autoridades estaduais e municipais.

Lurdes Macena, presidente da Comissão Nacional do Folclore, que há 18 anos estava grávida, e não pode ir a São José dos Campos quando a cidade sediou um encontro acadêmico da Comissão, se emocionou em estar presente nesta edição do Congresso. Ela falou que o Brasil, nos últimos 15 anos, tem obtido conquistas coletivas culturais, como o Revelando São Paulo, e a continuidade do Congresso Brasileiro de Folclore, o que retoma a busca pelas políticas públicas reais e ao reconhecimento das culturas tradicionais do povo.

Fernanda Bandeira de Mello, presidente do CONDEPHAAT, assumiu em fevereiro o compromisso de fomentar a valorização do elemento imaterial. Disse que o Estado de São Paulo tem um acúmulo muito grande de conhecimento que pode servir de base para essa conquista. “Este é o lado da cultura que não goza de instrumentos para a sua valorização”.

Mário Domingos de Moraes, presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, enfatizou a importância do Congresso, considerado por ele, uma “relíquia” do patrimônio imaterial da cidade. Para Mário, a São José está orgulhosa pela realização destes dez dias de eventos culturais. “A realização de discussões na linha folclórica só faz engrandecer a cultura forte de São José dos Campos”, comentou.

Eliane dos Santos Silva, prefeita de Ribeirão Grande, agradeceu a oportunidade das crianças apresentarem a dança típica Fandango de Tamanco, tradicional na cidade. “Muitas dessas crianças que se apresentaram aqui pisaram pela primeira vez em um palco.”

terça-feira, 12 de julho de 2011

Módulo de Caraguá presente no XV Congresso Brasileiro de Folclore

Alunos e professores de Jornalismo do Centro Universitário Módulo estão fazendo a cobertura online do XV Congresso Brasileiro de Folclore, que acontece esta semana, de 11 e 15 de julho, no Parque da Cidade, em São José dos Campos, junto com o “Revelando SP - Vale do Paraíba”.

O convite para fazer a cobertura jornalística do evento partiu do organizador do Congresso, Toninho Macedo, presidente da Abaçaí Cultura e Arte, depois de ter visto os alunos fazerem a cobertura do Encontro de Irmandades e Manifestações do Divino Espírito Santo, ocorrido em abril, na cidade de Caraguatatuba.

No Congresso de Folclore, os alunos Marcelo Souza, Paulo Henrique Ferraz e Daniele Freitas, supervisionados pelas professoras Bruna Vieira e Eliane Daniel, produzirão fotos e notícias sobre as palestras, mesas-redondas e oficinas do evento, atualizarão as mídias sociais e produzirão áudios e vídeos para http://xvcongressodefolcloresp.org/.

O professor e historiador Moacir Santos, também do Centro Universitário Módulo, fica a cargo de coordenar os Grupos de Trabalhos do Congresso. A expectativa dos organizadores é reunir os 100 principais folcloristas do país em palestras, oficinas, vivências e apresentações de dança, música, artes plásticas e literatura.