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segunda-feira, 18 de julho de 2011

CHB questiona Eia-Rima dos Projetos Integrados de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural no Pólo do Pré-Sal

Os critérios empregados para identificação e caracterização dos municípios considerados áreas de influência direta ou indireta no empreendimento Projetos Integrados de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural no Pólo do Pré-Sal, Bacia de Santos, e falta de estudo técnico sobre possíveis impactos ambientais e de informações em relação ao curso d´água que receberá a água de processo gerada pela desumificação do gás oriundo do Campo de Mexilhão. Esses são alguns dos questionamentos do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) em relação ao (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do empreendimento que serão apresentados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Petrobras, ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e demais entidades correlatas.

O documento que é elaborado pelo CBH-LN também subsidiou uma carta que foi assinada pelos prefeitos de Caraguatatuba, Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião e entregue ao secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas na última semana. O assunto começou a ser discutido em reunião dos coordenadores dos grupos de trabalho e câmaras técnicas do CBH-LN, no último dia 28, pela manhã, na sede do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Caraguatatuba. No período da tarde, o mesmo tema foi discutido por integrantes da APA Marinha do Litoral Norte. No próximo dia 15, às 14h30, o projeto será tema de reunião na sede do Centro de Experimentação em Desenvolvimento Sustentável (Ceds) em São Sebastião, Rua Três Bandeirantes, 116, Centro.

Omissão
Segundo Fernando Parodi, coordenador da Câmara Técnica de Planejamento e Assuntos Institucionais (CT-PAI), do CBH-LN, o empreendimento envolve produção e escoamento de dois produtos: gás e petróleo. No caso do gás, é estabelecido que a destinação se dará por meio de gasodutos a serem assentados conectando os campos tratados no âmbito deste processo de licenciamento com o gasoduto Mexilhão – UTGCA (Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba) Monteiro Lobato. Portanto, espera-se que maior volume de água de processo venha a ser gerado na UTGCA devendo o mesmo ser destinado “de acordo com outorga emitida pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica” (DAEE), como consta no Eia-Rima, Projeto Integrado de Produção e Escoamento de Gás do Campo de Mexilhão, (2006).

Porém, segundo Parodi, o Eia–Rima em questão não apresenta informações detalhadas sobre o volume, características físico-químicas da água de processo que será gerada pela desumificação do gás oriundo do campo de Mexilhão. Também não é identificado o curso d´água de lançamento dessa água de processo, tornando o estudo omisso em relação ao assunto, como costa no documento do Comitê.

Análise
Uma vez que, no âmbito da Bacia Hidrográfica do Litoral Norte do Estado de São Paulo, todos os cursos d´água são de domínio estadual, cabe ao CBH-LN posicionar-se quanto aos usos relativos dos recursos hídricos É o que determina a Deliberação do Conselho Estadual de Recursos Hídricos - CRH nº 87, de 28 de outubro de 2008, que estabelece diretrizes para os Comitês de Bacias Hidrográficas se manifestarem a respeito dos Eia-Rima dos empreendimentos que possam causar impacto no sistema hídrico da bacia hidrográfica onde serão instalados, como consta no o artigo 1º da deliberação. Considerando que a UTGCA, em Caraguá, está relacionada ao empreendimento Projetos Integrados de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural no Pólo do Pré-Sal, Bacia de Santos, a deliberação não foi acatada uma vez que o Eia-Rima não foi encaminhado ao comitê para que se manifestasse sobre possíveis impactos ambientais em recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Litoral Norte Paulista.

Por esse motivo, o CBH-LN pede esclarecimentos em relação aos efluentes gerados pela UTGCA em decorrência do gás a ser tratado dos campos de Guará-Tupi, Tupi, NE Tupi e Iracema Tupi NE. O comitê quer saber qual o destino, a quantidade e qualidade dos efluentes e o curso d´água em que, eventualmente, já estejam sendo lançados e as mesmas informações sobre futuros lançamentos, além de dados do plano de monitoramento para evitar problemas nos recursos hídricos. O comitê também deverá questionar o Ibama sobre o lançamento do efluente gerado pela UTGCA decorrente do processo de beneficiamento do condensado. Já, no caso do petróleo, a única referência do escoamento do produto é que será por meio de navios aliviadores. No entanto, os estudos não indicam os destinos, ou seja, para quais portos ou terminais serão transferidos.

Área de influência
Outra questão apontada pelo CBH-LN refere-se ao fato de os municípios do Litoral Norte, exceto Ilhabela, não serem considerados como área de influência. Segundo a secretária do Meio Ambiente de Caraguatatuba, Maria Inês Moura Fazzini Biondi, que participou da reunião, uma das falhas do Eia-Rima é que “ele cita a unidade de gás de Caraguatatuba e não inclui a cidade na área de influência”. Já o coordenador da CT-PAI, Fernando Parodi, cita a importância de Ubatuba, única cidade a contar com aeroporto na região, e São Sebastião, onde está localizado o maior terminal petrolífero da América Latina que movimenta mais de 40% do total do óleo e derivados produzidos e consumidos no País. Em seu documento, o CBH-LN aponta que o EIA-Rima surpreende ao não fazer referência a essa importante unidade, bem como a qualquer outra que deverá receber a produção de petróleo. A ausência de informações levou o comitê a questionar os critérios para inclusão dos municípios como um todo e pede retificação do estudo.

O documento também destaca que no licenciamento ambiental do Projeto Integrado de Produção e Escoamento de Gás do Campo de Mexilhão, o empreendedor não previu o uso das instalações do Porto Comercial de São Sebastião para as atividades de apoio off shore. No entanto, gestões da Companhia Docas de São Sebastião frente a prestadores de serviços contratados para o lançamento do trecho marítimo do gasoduto PMXL- 01- UTGCA resultou na transformação temporária do Porto de São Sebastião em base de apoio à atividade de off shore, causando impacto na malha viária da região em função da movimentação de carretas empregadas no transporte de dutos até o porto local. Vale ressaltar que o licenciamento para a ampliação do Porto de São Sebastião abrange a atividade de off shore. Por esses motivos, o CBH-LN defende a tese de que, neste caso, seja aplicado o Princípio da Precaução do Direito Ambiental Brasileiro por meio de estabelecer como salvaguarda para proteção do meio ambiente, social e econômico local, a inclusão do município como área de influência indireta, uma vez que não pode ser descartada a possibilidade de alguma empresa vir a optar pelo uso das instalações portuárias locais.

Transformações
As expectativas em virtude do desenvolvimento econômico esperado no Litoral Norte com a instalação do parque logístico de apoio à UTGCA têm provocado transformações na região com valorização de imóveis e a instalação de novos empreendimentos, a exemplo do Serramar Shopping Center, previsto para ser inaugurado em novembro, em Caraguatatuba. Outro aspecto é a projeção do aumento populacional levada também em conta em planos diretores como da Sabesp, empresa prestadora de serviços de saneamento básico no Litoral Norte, que demonstra a preocupação com ampliação dos investimentos para atender o crescimento da demanda por água tratada e coleta de tratamento de esgotos. O documento do CBH-LN também aponta que a Avaliação Ambiental Estratégica identificou a necessidade de estabelecer coeficientes de projeção de população devido aos investimentos já efetuados na região, em particular a implementação da UTGCA.
“Esses exemplos demonstram, que os critérios estabelecidos pelo Ibama para o desenvolvimento dos estudos sobre a área de influência direta ou indireta do empreendimento não representam a realidade vivida hoje na região”, conclui o comitê. Na opinião de Maria Inês, “se apresentarmos os dados que esse estudo ignora a realidade do Litoral Norte, já é o suficiente para afirmar que ele é inconsistente”. Também participaram da reunião, que iniciou as discussões sobre o tema, os membros da secretaria executiva do CBH-LN, Marcio José dos Santos e Rafael Bignotto, o coordenador da Câmara Técnica de Saneamento (CT-SAN), Fábio Godoy, a responsável pelo Grupo de Trabalho de Educação Ambiental (GTEA), Inaê Araújo, e Roberto Francine Jr, representando o Instituto Gondwana e Sala Verde.

Dados da Petrobras
De acordo com informações do gerente-geral da Unidade de Negócios da Petrobras na Bacia de Santos, José Luiz Marcusso, em entrevistas à imprensa, a Unidade de Tratamento de Gás (UTGCA), em Caraguatatuba, conta com três módulos de processamento, um com capacidade para 3 milhões m³ por dia e dois com capacidade para 7,5 milhões m³ por dia. Na primeira fase, a UTGCA processará 18 milhões de m³ de gás - quase o montante do que o Brasil importa que é de 20 milhões de m³, com capacidade de ampliação para processamento de 20 milhões de m³, permitindo maior recebimento de gás natural a ser produzido no pólo pré-sal.

A unidade receberá, inicialmente o gás das áreas de Mexilhão, Uruguá-Tambaú e de Tupi. Após o processamento, o gás natural será enviado ao mercado por meio do Gasoduto Caraguatatuba - Taubaté (Gastau) e o GLP (gás de cozinha) será escoado, em um primeiro momento, por caminhões e, futuramente, por um duto paralelo ao Gastau até a refinaria Revap, em São José dos Campos. Segundo a Petrobras, atualmente são extraídos cerca de 100 mil barris por dia no pólo pré-sal da Bacia de Santos e na área da Bacia de Campos (Rio de Janeiro). Só na Bacia de Santos, a estimativa é a de que a produção chegue a cerca de 1 milhão de barris diários até 2017.
Fonte: Imprensa Livre - 14/07

domingo, 17 de julho de 2011

Reflexão: Avacalharam a praia do Porto Novo. No bom sentido...

Muitos não concordam com animais na praia e há lei proibindo a presença deles nesses espaços públicos.

Mas há quem sustente que o Planeta pertence a todos os animais e que o homem é apenas um animal a mais em meio a uma imensa variedade biológica. Portanto, que ele deve compartilhar o espaço em que vive com seus co-semelhantes, tenham eles penas, pêlos ou escamas...

Mire-se no exemplo da Índia. Lá, as vacas são sagradas e livremente andam pelas ruas. Os humanos é que se desviam delas e ainda fazem reverência...

Por que as praias deveriam pertencer apenas ao gênero humano? Por ser o mais inteligente? Seriam mesmo os humanos “os mais inteligentes”?

Seu Deus, na sua imensa sabedoria, fez todos os animais e os colocou para conviver na Terra, é porque assim deve ser.

Pense nisso...
Enviado por Carlos Evaristo, de Caraguá
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domingo, 26 de junho de 2011

Educação ecológica começa no berço

Consciência ambiental pode começar no berço, literalmente. Tudo depende de mães empenhadas em aproveitar alternativas para que os bebês possam ter um mundo um pouco melhor para respirar e viver, reduzindo a quantidade de lixo e "aliviando" o meio ambiente.

Assim, crescer fica muito mais fácil e melhor.
No Canadá, um grupo de mães criou o site "Take Action on Climate Change" ou "Faça alguma coisa sobre as mudanças climáticas" e participa ativamente na intervenção de leis que melhorem as relações entre produção e meio-ambiente.

Nos Estados Unidos um movimento parecido é do "EcoMomAlliance", uma rede de mães trabalhando juntas na intenção de criar um mundo mais sustentável. No site, há até 10 passos do desafio de ser uma mãe ecologicamente correta (veja Box abaixo). Aqui no Brasil, uma campanha já encerrada do GreenPeace ainda tem o site no ar. Trata-se do "Mães pelo Clima", um espaço de publicação de fotos de mães preocupadas com o futuro do planeta.
O truque para repetir o que essas mães aí já fazem é começar por eliminar o supérfluo. Já notou quantas fraldas seu bebê gasta por dia, por exemplo? Um recém-nascido necessita de, em média, 11 trocas diárias. Isso significa que, ao longo dos dois anos, você terá gasto mais de 7 mil fraldas - e todas elas vão para o lixo. Para ajudar, você pode trocar as descartáveis pelas boas e velhas feitas de pano. Atualmente existem marcas especializadas nesse tipo de produto e a maioria é estampada, super bonitinha.


A facilidade das fraldas descartáveis é óbvia - mas não tão óbvio assim é o impacto que ela causa. Feitas de papel alvejado, material plástico e contém ingredientes como metais, surfactantes, desinfetantes, fragrâncias, bactericidas, fungicidas, gel absorvente, colas e organocloretos demoram quase 600 anos para se decompor. Precisa mais? As chances de o seu pequeno desenvolver uma alergia ou mesmo a típica assadura são enormes.

Para se acostumar com a (velha-nova) ideia de utilizar fraldas de pano, comece como tudo aquilo que é novidade: de maneira moderada. "Eu consideraria não dispensar completamente as descartáveis. Há momentos em que elas são necessárias, onde a praticidade fala mais alto como, por exemplo, em uma viagem ou quando está na correria do dia a dia", aconselha Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace Brasil. "Nós temos um problema no mundo todo com descarte de lixo e não há muito mais o que fazer. Estamos produzindo lixos que ocuparão um espaço que não temos. E, na hora de queimar, liberamos gases de efeito estufa", lamenta.

Além das fraldas, outra boa ideia é mudar de hábito na hora de lavar as roupinhas, como utilizar produtos de limpeza biodegradáveis "Recomendo também que espere o acúmulo de roupas para utilizar de uma única vez a lavadora. Assim, você estará contribuindo não só para o gasto com água, mas também com o de energia", afirma Leandra. Há empresas como a brasileira Cassiopéia, por exemplo, especializadas em produzir produtos de limpeza biodegradáveis e naturais. Vale pesquisar.

Alimentação sustentável (e saudável)
A partir dos seis meses de idade, os pequenos já podem ter em sua dieta uma quantidade de alimentos pastosos, com a famosa "papinha". Para não descartar potes e mais potes de comidinhas industrializadas, você pode preparar uma refeição caseira, sem conservante, garantindo ainda alimentos fresquinhos. "Quando for comprar alimentos para a papinha, opte pelos orgânicos, que não possuem agrotóxicos. Além disso, ao comprar frutas, sempre escolha aquelas que são da estação. Cada vez que compra as que não são da estação ou não são produzidas no Brasil, está contribuindo para a emissão de CO2 usado no transporte delas para sua casa", explica a coordenadora. Falando em transporte, sempre que for passear com o seu bebê para um lugar próximo de casa, prefira caminhadas. "Assim a mãe também diminui os gases tóxicos liberados pelo carro".

Economize no berço, brinquedos e roupinhas
Na hora de comprar o berço, a melhor escolha, segundo Leandra, são aqueles que possuem a certificação do "Forest Stewardship Council". "O FSC é o único órgão certificador que temos. Eles acompanham todo o processo da cadeia de produção, assegurando que aquela madeira consumida é legal".

Brinquedos podem ser de segunda mão. Depois de alguns anos de uso, você perceberá que o bebê naturalmente irá se interessar por outras coisas. Esses brinquedinhos podem ser ainda doados para creches e orfanatos. O mesmo acontece com as roupinhas. Bebês crescem rápido nos primeiros anos de vida e, consequentemente, as roupinhas irão com a mesma velocidade para o lixo. Doe ou passe de um filho para o outro, se for o caso. A verdade é que os bebês não precisam de muito e essa mania de acumular coisas no quarto - que nem sempre são utilizadas - é dos pais.

Optar pela utilização continua de produtos orgânicos - desde a loção hidratante até mesmo lençóis e fronhas - não parece, mas também contribuem com a diminuição da degradação do meio ambiente. "Evitar qualquer produto agrotóxico ou que possuam substâncias tóxicas já é uma contribuição individual que você dá ao planeta", diz Leandra.

E, quando as crianças já estiverem mais crescidinhas e começaram a fazer algumas atividades sozinhas, as mamães precisam continuar a educação verde dentro de casa. Atitudes pequenas - mais importantíssimas - como desligar a água enquanto escovam os dentes, sempre fechar a porta da geladeira e apagar as luzes após sair de algum cômodo da casa devem ser hábito. "Busque utilizar lâmpadas econômicas no quarto das crianças. As fluorescentes são mais econômicas que as incandescentes (comuns, de luz amarelada)", lembra Leandra. Além disso, ela indica mais cuidado para aparelhos em ‘stand by’, que também têm um gasto de energia desnecessário. "O melhor seria desligá-los", encerra.
Terra/Vida/ Mãe e Filhos
Caraguablog/JFPr