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domingo, 21 de agosto de 2011

Dito & Feito - Pedágio

Duplicação da Tamoios: Única verdade que se pode afirmar
é que, quando estiver concluída, terá cobrança de pedágio.
Marco Aurélio, deputado estadual, durante audiência pública em São José dos Campos em que o DER anunciou novo adiamento no início das obras.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Para refletir...

Antes de a prefeitura efetivar a posse dos novos servidores públicos aprovados no último concurso, o município possuía cerca de 1800 servidores efetivos em seu quadro. Um número até acanhado se compararmos com outras cidades de mesmo porte. Mas este não é o foco.

A curiosidade é que a média mensal de atestados médicos apresentados pelos servidores gira em torno de 600! Isto é, num único mês, pelo menos 600 faltas são registradas. Isto, se considerarmos que os atestados médicos são de único dia. Mas há os que “abonam” muitos dias mais...

Em apenas um mês, um terço dos funcionários dá o cano no serviço ao menos uma vez – eis a conclusão. E não perdem um centavo por isso, porque há médicos – os irresponsáveis, evidentemente – que acham bonito atirar dinheiro público na lata do lixo. Resta saber se “abonariam” com tanta solicitude as faltas de suas próprias secretárias...

Outra curiosidade é que 90% das faltas estão na Secretaria de Educação e se trata de professoras o grosso das faltosas, que sempre encontrariam razões domésticas para matar o dia, com a complacência e conivência de médicos desprovidos de o mínimo de senso de responsabilidade.

Ô, professoraiada! Assim não dá...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Desaforados...

Presidente da Câmara de Ilhabela descumpre Regimento Interno, suspende sessão e conduz cidadão que protestou à polícia

De há muito a Câmara Municipal de Ilhabela vem dando péssimos exemplos aos seus representados. Desta feita, ousou mais e chegou às raias do absurdo. Num ato de supremo desrespeito, bateu a porta na cara dos seus concidadãos.

O presidente da Câmara suspendeu os trabalhos da última sessão antes do recesso legislativo alegando “falta de segurança” e ainda conduziu um cidadão à polícia para registro de boletim de ocorrência. Motivo: o cidadão teria protestado contra a falta de respeito ao próprio Regimento Interno da Câmara e às pessoas presentes aos trabalhos que se desenvolviam em plenário.

A justa bronca do cidadão aconteceu porque as “excelências” fizeram um intervalo de cerca de uma hora, de acordo com o jornal Imprensa Livre, quando o Regimento da Casa registra que esse mesmo intervalo é, no máximo, de dez minutos. O protesto, portanto, foi legítimo.


As excelências se reuniram para tagarelar nos bastidores, longe da vista e vigilância dos cidadãos que prestigiavam os trabalhos, dando a mínima para as disposições regimentais. De que tratavam? Nem as paredes saberiam dizer. Segredo absoluto, como sói acontecer nos apodrecidos subterrâneos da política dos tempos atuais. Mas dá para desconfiar...

O povo ficou aguardando na assistência pelo retorno das nobres excelências, que não voltavam nunca. Ficaram feitos idiotas, esperando, esperando, esperando... Até que deu nos nervos e alguém elevou a voz. Pronto! Polícia nele, fazendo relembrar os malditos tempos da ditadura, já banida deste país, mas ainda não totalmente explicada nos seus detalhes.

O intervalo é de apenas dez minutos e os vereadores abandonaram o plenário por uma hora! Veja o que diz o artigo 107, parágrafo único, do Regimento Interno da Câmara Municipal de Ilhabela: “Parágrafo único – Entre o final do expediente e o início da ordem do dia haverá um intervalo de dez minutos.”

Os vereadores sumiram por uma hora e ainda queriam ter razão, sentindo-se “no direito” de levar à polícia, num ato de violência e intimidação, aquele que protestasse. Extrema cara-de-pau, desrespeito máximo às normas que regem a própria Casa.

Reza a lenda que o presidente “suspendeu” os trabalhos depois de acontecido o tumulto que eles mesmos provocaram. Na verdade, a sessão não poderia mesmo continuar, pela explícita ofensa ao seu regimento. Seria uma sessão ilegal.

Sem ter obedecido ao intervalo regimental de dez minutos, a sessão é considerada prejudicada e todos os vereadores –todos mesmo, sem exceção– levam falta. Isto, se a seriedade fosse a tônica da conduta e a responsabilidade fosse algo presente.

Tivesse a Câmara de Ilhabela um presidente de verdade, destes que se pautam pela legalidade, ao final dos dez minutos de intervalo ele abriria a sessão, aguardaria mais quinze minutos e faria a chamada nominal. Se não houvesse o quórum da maioria absoluta, ele declararia encerrada a sessão e daria falta para todos ausentes. Simples, assim.

Pelo menos é o que diz o parágrafo quarto do mesmo artigo 107 do Regimento Interno: “§ 4º - Persistindo a falta da maioria absoluta dos vereadores na fase da ordem do dia, e observado o prazo de tolerância de quinze minutos, o presidente declarará encerrada a sessão, lavrando-se ata do ocorrido, que independerá de aprovação.”

O Regimento é claro e dá a resposta para qualquer ocorrência. O que falta, ao que tudo sugere, é um presidente compromissado para dar-lhe cumprimento. Piada ou não, o próprio presidente e demais vereadores, no ato da posse, fizeram o juramento de “respeitar” o Regimento, as Leis, a Lei Orgânica Municipal de Ilhabela e a Constituição. Isto é, mentiram, juraram em falso. Prometeram solenemente e não cumpriram.

Ainda que o presidente tivesse agido conforme determina o Regimento, dando falta aos vereadores ausentes, estes ainda poderiam “abonar” a ausência no fim do mês – e não no dia seguinte ao da falta, conforme fazem os servidores públicos. E receber os subsídios completinhos, como se trabalhado tivessem.

O Regimento Interno, ao trazer esta excrescência, a de permitir “abonos”, lança por terra as disposições do Decreto-Lei nº 201/69 –aquele que regula a cassação do mandato de prefeitos e vereadores–, que determina que o vereador perde o mandato ao faltar à terça parte das sessões ordinárias programadas para o ano. Uma graça, não?

O caso foi grave e deveria ter dado polícia sim. Mas o registro policial deveria ter sido feito contra o presidente da Câmara, por descumprimento do Regimento Interno do Poder Legislativo de Ilhabela, tendo como co-autores todos os demais vereadores da cidade. E, a partir daí, iniciar o processo de destituição do cargo ou até de cassação de mandatos. O ineficiente, o faltoso, o omisso não pode conduzir os destinos de um Poder nem dele fazer parte.

Em síntese: para que a Câmara de Ilhabela seja uma Câmara de verdade, faltam-lhe vereadores de verdade, falta presidente de verdade. Falta-lhe legalidade. Respeito às próprias normas internas. Nem de longe os cidadãos ilhabelenses merecem a Câmara que possuem.

Desaforados, é o que são...

Obs – O caraguablog recebeu este texto por e-mail de uma pessoa de Ilhabela que pediu para não ser identificada, temendo represálias. Certamente, deve conhecer Câmara em detalhes e saber o mato em que está lenhando...

Para que o leitor possa ter uma idéia, transcrevemos abaixo a forma como a Câmara de Ilhabela registrou o tumulto. Assim está em seu site:


Sessão Ordinária da Câmara de Ilhabela é suspensa devido tumulto no Plenário 
Os trabalhos serão retomados do ponto que foi interrompida, nesta quinta-feira, 30, às 10 horas
Na noite desta terça-feira, 28, a Câmara Municipal de Ilhabela, realizou “parte” da sessão ordinária, que seria a última antes do recesso parlamentar, com a presença de todos os vereadores. Os trabalhos iniciaram normalmente com a leitura do expediente, apresentações de matérias, uso da primeira tribuna e intervalo antes da votação da ordem do dia.
Após a volta, dos vereadores, do intervalo que se estendeu um pouco mais do que normal, devida a discussão de pauta da possível sessão extraordinária, que aconteceria após o termino da ordinária, a população reclamou da demora. O presidente da Casa, vereador Carlos Alberto de Oliveira Pinto (Carlinhos-PMDB), explicou os motivos e relatou que os vereadores estavam debatendo sobre a pauta para não trazer a discussão para o plenário. 
Com a justificativa, o público ficou em silêncio, menos um cidadão, que iniciou tumulto. O presidente Carlinhos repreendeu o autor da desordem que não atendeu a determinação. Assim, Carlinhos interrompeu a sessão, chamando a Policia Militar para que mantivesses a ordem no local. Tendo em vista o decorrer do tempo e chegada dos policiais, os vereadores decidiram por suspender a sessão e retomá-la na próxima quinta-feira, 30, às 10 horas. 
Em seguida, o presidente, juntamente com os Policiais Militares, se dirigiu a Delegacia de Policia para lavrar boletim de ocorrência, contra o cidadão que causou a confusão, sob a natureza de desacato, desobediência e por atrapalhar as atividades legislativas. 
Antes da suspensão dos trabalhos, os vereadores apresentaram cinco Projetos de Lei, duas Emendas, 10 requerimentos e 13 indicações. No entanto, vereadores pediram discussão de oito dos requerimentos apresentados pelos pares Carlinhos, Roberto de Lourdes do Nascimento (Timbada-PDT) e Erick Pinna (PR). As matérias serão discutidas para aprovação ou não, na retomada dos trabalhos.

sábado, 2 de julho de 2011

Nas barbas da Prefeitura e da Câmara e ninguém vê...

Desde começo de fevereiro, uma placa de identificação de rua foi colocada defronte da Câmara de Vereadores e da Prefeitura Municipal. 

A via identificada é av. Siqueira Campos, em seu início, bem onde fica também a secretaria municipal de Administração. Só que a placa está errada: identifica como "Lobo" a "Av. Siqueira Campos". 

Portanto, um absurdo.

Por ali passam secretários e secretárias municipais, assessores de vereadores, os próprios vereadores, assessores do gabinete do prefeito, o próprio prefeito, o próprio vice-prefeito municipal, mas ninguém faz nada para corrigir aquela monstruosidade.

Como podemos caracterizar essa omissão, essa negligência de nossas autoridades? Falta de amor à cidade? Irresponsabilidade?

Decida você, Leitor...

domingo, 10 de abril de 2011

São Sebastião: por que não fez isso no verão passado?

O vereador Marcos Tenório apresentou pedido à prefeitura para mandar “climatizar” as unidades básicas de saúde do município, pois, segundo ele, “o ambiente está quente” e causa mal-estar aos usuários.

O vereador chega com pelo menos uns 70 quilômetros atrasado, pois é sabido que o calor castiga com mais intensidade durante o verão, e o verão, conforme se sabe, terminou no dia 20 de março. Agora estamos numa estação mais fresca, permeada por chuvas ao longo da semana. Quem sofreu o diabo no alto verão com o calor, o calorzinho de agora é merreca.

É provável que o nobre edil nunca tenha escutado a canção “são as águas de março fechando o verão”, pois então saberia quando ele termina. É o que se concluiu para explicar a mancada. É pau, é pedra, é o fim da picada. Acorda, edil!

 Tem cada uma, que vou te falar...
O Blog de Caragua - k 

sábado, 9 de abril de 2011

Ubatuba: aparelhos de surdez urgente para os vereadores

Uma boa sugestão para o presidente da Câmara de Ubatuba é comprar aparelhos de surdez para uso dos nobres Edis em plenário. Parece que andam bem distraidinhos durante as sessões ou mesmo ouvindo pouco a julgar pela salada que fizeram durante a última sessão quando da votação do adiamento de um projeto de lei.

O presidente pôs em votação o adiamento do projeto do prefeito que pretendia fazer desafetação de área pública no Saco da Ribeiro para permtir sua permuta com particular e posteriormente a construção de um posto de saúde no bairro. Foi aí que começou a confusão.

O presidente pediu que os que fossem contra o adiamento "ficassem de pé", uma prática corriqueira de votação. Mesmo sendo contra o adiamento do projeto, os vereadores ficaram bem quietinhos sentados em suas confortáveis poltronas, parecendo que estavam com a cabeça no mundo da lua. Assim, o adiamento estaria aprovado. Mas, como o próprio presidente era também contra o tal adiamento, ele colocou novamente em votação. E, de novo, os vereadores permaneceram como estavam, viajando, com cara de quem observava caxinguelê saltitando pelas árvores.

A platéia caiu na gargalhada. E foi a gargalhada geral, sonoríssima, que fez as "excelências" acordarem para a besteira que estavam fazendo. Logo, todos estavam de pé, votando certinho conforme mandava a sua "consciência", menos o vereador que pediu o adiamento, por motivos óbvios.

A lição que se tira disso tudo é que está faltando aparelhos de surdez para os vereadores usarem em sessão. Ou, então, uma gravação bem feita de gargalhadas, para o presidente mandar o técnico da Casa pôr no ar, bem alto, para os distintos edis acordarem na hora do "ficar em pé". E vai que um dia não tenha ninguém na platéia para rir, como ficaria a votação?

Vou te falar uma coisa...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

NOTICIA NACIONAL: PROPINA NA MERENDA DE CARAGUÁ

Delação premiada acusa Governo Aguilar

Deu hoje no jornal Estado de São Paulo, na matéria “
Máfia da Merenda”, em reportagem de Marcel Godoy e Fausto Macedo.

O Ministério Público Estadual (MPE)  criou a força tarefa para investigar as ameaças ao Promotor de Porto Ferreira, SP,  Hélio Daldegan que estaria sofrendo intimidações.
Ex-prefeito José Aguilar

Porto Ferreira é uma das 34 cidades paulistas citadas pelo empresário Genivaldo Marques dos Santos, em delação premiada. Ele adianta que eram pagos 10% (dez por cento) do valor do contrato como propina.

No Litoral Norte Paulista, Santos contou que o empresário Eloizio Durães, da SP Alimentação, teria autorizado o pagamento de R$ 20 mil reais de propina para José Pereira de Aguilar, prefeito na época. Os valores dos pagamentos das prestações de serviço seriam superfaturados.


A prefeitura informou que não mantém atualmente contrato com os fornecedores da merenda. O contrato que existia foi realizado pela administração anterior e encerrado em 2.009.

O ex-prefeito Jose Aguilar (sem partido) afirmou ao Estado, não saber quem são os donos das empresas de merenda. Segundo ele,
quem cuidava do contrato em sua gestão era a Secretaria da Administração. Disse ainda que a citação de seu nome é “absurda”.

O Caraguablog soube oficiosamente que o secretário da administração da época, hoje vereador, Pedro Ivo, vai se pronunciar a respeito, amanhã, na Rádio Caraguá FM, no programa JR Forlim.
Caraguablog/JFPr

terça-feira, 5 de abril de 2011

Caraguá: esgoto corre na calçada e ninguém faz nada

Há vários dias corre uma água fétida e preta na calçada da escola “Thomaz Ribeiro de Lima”. É esgoto extravasando, que chega à sarjeta e dali caminha para o meio da rua até encontrar uma boca de lobo adiante.

Fica de frente para o início da av. Siqueira Campos, onde um orelhudo colocou uma placa identificando como rua "Lobo", nome 
talvez tirado do ....

O fato é grave pois envolve saúde pública. Mais grave ainda porque é defronte da Câmara de Vereadores, defronte da Secretaria Municipal de Administração, defronte da entrada estratégica do gabinete do prefeito municipal. Será que ninguém vê isso?

Têm bocas mas não falam, têm olhos mas não vêem, tem pernas mas não andam... Está na bíblia.
O Blog de Caraguá - k

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Êta, beleza!!! Pobre São Sebá...

A prefeitura de São Sebastião estuda a instalação de radares móveis no município. Para isso, realizou um simulado com um equipamento inteligente nesta semana.

A apresentação foi feita por uma empresa de São José dos Campos. Segundo seus operadores, o aparelho é capaz de reconhecer placas e além de lançar multas por excesso de velocidade, ainda informa se o veículo está com o licenciamento atrasado ou se foi objeto de furto.

Se o documento estiver atrasado, um dia que seja, "crau" no infeliz proprietário do veículo automotor. É o aumento da arrecadação pela via terceirizada (contrato com a administração pública) e à custa dos motoristas. Ora, gente, já não era ora de acabar com esses caça-níqueis, essa indústria de multas?

A indignação se reforça depois que a Rede Globo mostrou como funcionam determinadas empresas terceirizadas que operam radares eletrônicos. Elas instalam a "indústria da multa", ficam com grande parte dos valores arrecadados e determinadas pessoas privilegiadas da cidade, amigas de políticos ou eles próprios, têm as chapas dos seus carros "devidamente cadastradas" para que os radares "não as vejam" e assim eles possam infringir as regras de trânsito sem serem pegos.

O secretário municipal da área disse que a empresa veio apresentar o projeto na cidade "para que futuramente possamos abrir licitação e implantar este sistema no município, proporcionando ainda mais segurança à comunidade".

Não dá para entender: primeiro encontram a empresa, demonstram o produto e só depois fazem a licitação para contratá-la? Não deveria ser o contrário? Faz-se a licitação, com o edital detalhando a necessidade municipal, e aí então as empresas oferecem seus produtos?

Alguém perdeu uma boa chance de ficar com o bico calado...

Vejam o vídeo da Globo:
O Blog de Caraguá - k

São Sebastião: Câmara discute Universidade pública para a região

Na última sessão de Câmara de São Sebastião, o vereador Paulo Henrique defendeu a criação de uma universidade pública no Litoral Norte e teve aprovada Moção de sua autoria neste sentido, apelando ao Ministro da Educação providências para a concretização da medida.

Paulo Henrique, o PH, citou uma reportagem do Imprensa Livre publicada em julho do ano passado, onde a secretária municipal de Educação abordava a possibilidade de a cidade ser um dos pólos da Universidade Aberta do Brasil, uma espécie de ensino público de qualidade, porém com aulas ministradas à distância.

O que uma universidade pública para o Litoral Norte, com aulas presenciais, gratuitas, tem a ver com ensino à distância, embora de qualidade? O vereador não explicou na sua "parolação" da tribuna. Nem também lembrou que a luta por uma universidade pública na região é luta encabeçada pelo jovem Hélio Monteiro Filho e que igualmente foi matéria extensa no mesmo jornal Imprensa Livre.

Ou seja: ao que parece, o vereador "pegou carona" na luta do jovem de Caraguá e não teve o mínimo de preocupação em dizer que a idéia não é nova, não é sua, mas do jovem Hélio Monteiro, que inclusive já esteve em Brasília para tratar do assunto e agora colhe assinaturas de apoio. Pelo menos, é a conclusão que se tira da matéria publicada neste 1º de abril no mesmo Imprensa Livre, sob o título "Universidade pública no Litoral Norte é tema de discussão entre vereadores na sessão".

O vereador está na fase da cogitação, enquanto que o garoto já partiu para a ação faz tempo.

Vereadores. Vou te falar...
O Blog de Caraguá - k

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ilhabela: A farra chega à Câmara Municipal

Nada menos que treze em cargos, que poderão ser nomeados à vontade pelos vereadores sem necessidade de concurso público, estão sendo criados na Câmara Municipal de Ilhabela. Todos eles trazem a denominação “assessores” na frente pra burlar a necessidade de seleção pública.

É muito cargo político para uma Câmara tão pequena, de uma cidade tão pequena, com uma arrecadação tão pequena, onde existem apenas nove vereadores. Com a farra com o dinheiro público, revelada na criação de novos cargos em comissão, podemos pensar que lá os vereadores ou são ou também pensam pequeno, imediatistas. Será que podemos?

É a maldição decorrente da eleição da nova Mesa Diretora. O vereador, para sentar o traseiro na cadeira de presidente do Poder Legislativo, para comandar carros, celebrar contratos e sentir-se um pouco “poderoso”, faz aquilo que até o satanás duvida, mas aplaude. Criar cargos desnecessários é o de menos.
Afinal, quem vai pagar as despesas com os novos cargos públicos? O Erário, evidentemente. Assim, faz-se cortesia com o chapéu alheio, à custa do suado dinheiro do munícipe ilhabelense.

A coisa, por esses legislativos afora, tem funcionado mais ou menos assim: você vota em mim que eu crio cargos aqui na Câmara para você empregar quem bem quiser. Não precisa ser técnico, nada, basta apenas a indicação do vereador. É a prática do famoso QI – quem indica. A pessoa nomeada nada faz; se faz, sai uma m.... Muitos nem comparecem para trabalhar – são os funcionários fantasmas. Muuuu..... Ai, que medo!

Não sei se assim que acontece na Ilhabela, mas é assim que tem ocorrido nas Câmaras Municipais pela aí.

A Câmara ilhéu já possui 11 funcionários efetivos, concursados. É o que basta para a Câmara. Não precisa de mais ninguém para atender apenas a nove vereadores. Não há tanto serviço assim. Fazer indicação, requerimento, leizinhas inconstitucionais? Ora, isso qualquer um faz. E não há dúvidas de que os servidores efetivos têm competência de sobra para isso e para muito mais, principalmente quando um trabalho sério for exigido.

De há muito se convencionou chamar esses pobres-diabos efetivos de “barnabés”, que sustentam a estrutura do legislativo enquanto os demais, privilegiados pelas indicações políticas, e por isso mesmo intocáveis, se divertem “freqüentando” a Casa Legislativa, e farreiam pelos corredores, sem qualquer responsabilidade aparente.

Não sei se assim que acontece na Ilhabela, mas é assim que tem ocorrido nas Câmaras Municipais pela aí.

Para complicar, a Câmara já possui 23 funcionários comissionados, e com os 13 cargos que estão sendo criados, o total de “funcionários” nomeados por serem amigos ou parentes de amigos sobe para 36. É o fim da picada. A regra é o concurso público. Mas apenas 11 concursados há frente a 36 nomeados. Na Ilhabela, o que era para ser regra virou exceção; o que era para ser exceção, a regra. Ou seja, na Câmara de Ilhabela não há regras; se as há, não se as respeitam. Pobre contribuinte!

Tomara Deus que não estejam criando cargos em comissão só para tomar a metade do salário do felizardo que será contratato. Não sei se assim que acontece na Ilhabela, mas é assim que tem ocorrido nas Câmaras Municipais pela aí...
O Blog de Caraguá - k

domingo, 27 de março de 2011

Para que serve o vereador?

A figura do vereador, juntamente com a Câmara Municipal, surge na antiga Roma. O vereador era chamado edil e tinha sob a sua responsabilidade a garantia e a observância do bem comum.
Zelava pelo bom estado e funcionamento dos edifícios públicos, privados e dos templos; por obras e serviços; pelo abastecimento de água e gêneros; pelas ruas e pelo tráfego, conforme publicação da Câmara Municipal de São Paulo (450 anos – 1560-2010).

No Brasil, as câmaras municipais existem desde o Império. De lá para cá, uma grande transformação se operou principalmente nas atribuições institucionais a elas conferidas por força de leis.

O vereador passou a ser o legislador municipal e agente fiscalizador dos atos do prefeito da cidade. Essa função perdura até nossos dias, todavia uma grande confusão existe no que respeita às suas atribuições institucionais e o significado do que seja "legislar" no nível municipal.

Seria certo dizer que o vereador deve se encarregar de fazer as leis locais, de iniciar o processo legislativo em sentido amplo? A resposta é negativa e aí está o nó da questão. A realidade decorrente de normas constitucionais é a de que o vereador não é quem “faz as leis”, mas sim quem “vota das leis”, a partir de propostas encaminhadas pelo prefeito. Com relação a leis, só isso.

Não cabe ao vereador iniciar o processo legislativo originando qualquer lei que gere despesas. Este é o ponto de conflito entre a câmara municipal e a prefeitura, porque o vereador quer sempre apresentar seu trabalho à população em busca de votos que garantam sua reeleição. Mas está tolhido de fazê-lo no mínimo em 90% das vezes.É fácil deduzir que, mesmo contra disposição constitucional, o vereador teima em fazer leis para as quais não detém o poder de iniciativa. Faz a lei e o prefeito veta. O vereador então se vê frustrado e desanimado com o verdadeiro papel que representa perante o corpo social em relação às leis locais. Esquece-se que antes de se achar “fazedor de leis”, ele é o fiscal dos atos do poder executivo, uma função muito mais nobre e que constitui a essência do seu mandato.

O vereador de hoje parece nem de longe imaginar que seu papel principal é fiscalizar o prefeito, pois via de regra estabelece uma composição com o chefe do executivo para assim obter obrinhas em troca de apoio quase incondicional às matérias que chegam à câmara. É o meio de garantir a sobrevivência política e obter o voto dos eleitores. É uma troca maldita, que fulmina o poder legislativo como instituição fiscalizadora e moralizadora das atividades públicas do município. Chorar porque não pode fazer leis ilegais chega a ser ridículo. É uma questão de lógica: quem tem o mais, não tem por que lamentar o menos.

Por outro lado, o eleitor, que de há muito não enxerga palmo adiante do nariz, e sem saber para que serve o vereador, costuma procurar seus representantes na Câmara Municipal para pedir dinheiro, empregos, remédios, o carro oficial para viagens particulares; recursos para pagar conta de água, luz e até mesmo a conta do celular. É um jogo vicioso que afasta a responsabilidade e conduz a política ao lugar onde ela está hoje: um simulacro de democracia onde oportunistas e corruptos se banqueteiam à farta com o dinheiro do Erário, diante de um povo perplexo e incapaz de fazer justiça do modo como gostaria que ela fosse feita.

As instituições de controle titubeiam e quedam-se de quatro, de cinco, de seis, sei lá, diante da MãeZONA-Corrupção e a festa rola solta no mundo da politicagem em todos os níveis de governo – municipal, estadual e federal. É o império da corrupção, onde todos se conhecem e reciprocamente se defendem, a ponto até de a Associação dos Magistrados do Brasil efetuar uma pesquisa e concluir que faz trinta anos que nenhum político é condenado por práticas ilícitas no Supremo Tribunal Federal, como se a honestidade neste país fosse a regra. Quando não ocorre a “absolvição sumária” naquela instância máxima da justiça, o processo vai parar na gaveta e ali permanece até o crime “do amigo do amigo do amigo" ou "a pedido do amigo do amigo do amigo” prescrever e tudo acabar em pizza. Já estamos nos acostumando a isso, não?

Esta é a realidade brasileira, infelizmente.

Em São Sebastião, um vereador parece que “acordou” desse estado de letargia política que entorpece o Brasil em todos os seus quadrantes e foi à tribuna para desabafar. Disse que estava cansado de tantos pedidos que recebe de emprego, cesta básica, passes de ônibus. Reclamou também que não consegue “legislar”, pois tudo gera despesas e isso é atribuição da prefeitura.

Disse mais, conforme noticia o Imprensa Livre: “Antes de ser vereador, achei que podia tudo; agora vejo que não posso nada. Não sei como tem vereador que consegue ficar aqui por cinco, seis mandatos”. E anunciou que fica apenas mais um mandato e que depois disso cai fora. Uma incoerência: quem não está contente, cai fora já, e não fica por aí, como dizia o Raul, com a boca escancarada e cheia de dentes esperando "algo" acontecer.

O interessante é que sobre fiscalizar os atos do poder executivo o vereador nada disse, como se não fosse a sua responsabilidade número um a lisura dos atos públicos. É a principal função do chamado “edil” de hoje e o vereador passou ao largo disso, lamuriando-se apenas porque não pode fazer leis inconstitucionais.

Se o vereador abre mão de seu principal papel, de defensor da coisa pública, com um mandato popular para agir sempre e até cassar mandatos políticos de pessoas que se afastam da boa conduta pública, ele que legisle como todos têm legislado hoje, fazendo leizinhas disso e daquilo, todas em afronta à lei maior do país.

E também continue dando nome de ruas, declarando de utilidade pública entidades mais ou menos constituídas, fazendo requerimentos em lugar de indicações e usando a tribuna da Casa para dizer amenidades. Claro, distribuindo também parte dos seus ganhos para pagar contas de luz e de celular do seu queridíssimo eleitor. Afinal, ele tem mais um mandato pela frente, se é que tem.

No Brasil, é assim que acontece e ele não estará fazendo nada diferente dos demais “coléguas”. E viva a república federativa do brasil (assim mesmo, com inicial minúscula), com seus poderes harmônicos entre si...
O Blog de Caraguá - k

terça-feira, 22 de março de 2011

Kassab aborta o Partido Da Boquinha...

O prefeito de São Paulo está às voltas com a criação de um novo partido político.

É assim que acontece quando o atual se desgasta e começa a ruir perante a opinião pública. Geralmente a destruição sucede a escândalos e mais escândalos, envolvimento com corrupção etc ou confronto entre vaidades.

Não são poucos escândalos que engolem e fazem nascer um novo partido. É preciso muitos deles. Mas o que não falta neste país são os escândalos, infelizmente.

Talvez isso explique a enorme constelação de partidos que existe por aí. É “P” disso, “P” daquilo, que não surpreenderia nada se fosse criado oficialmente o FDP, que logo seria vertido para o PDF, pois a legislação eleitoral exige que o “Partido” figure em primeiro lugar. Questão legal, apenas.

Kassab anunciou a sigla da nova agremiação política: PDB – Partido Democrático Brasileiro. Logo as más línguas já deram um significado diferente (?) para a sigla: Partido Da Boquinha... Certamente, assim disseram baseadas em exemplos e mais exemplos etc. Nada bons exemplos, diga-se de passagem.

O prefeito paulistano não gostou e trocou. Agora o seu partido se chamará Partido Social Democrático, PSD. Logo alguém arruma um “significado bem significativo” para as letras e o Kassab terá de mudar de novo.

É assim. A vida é um eterno mudar...
O Blog de Caraguá - k

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dito & Feito

“Ganhar menos que esta raça devoradora, políticos como o Sarney, Mubarak, Kadaf, Buch, Lula, Dirceu, “Genuíno, me envergonham, que nojo”.

RETWEET dado pela Ministra de Comunicação Social, Helena Chagas*(foto). Ela afirma que não percebeu que tinha encaminhado o Twitter.
“Tremenda bola fora, que só posso atribuir à minha descoordenação motora”, ponderou a ministra. (Se é possível ter correção!)

*Helena Chagas coordenou a área de imprensa da campanha presidencial   de Dilma Rousseff.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A origem dos políticos

No princípio era uma ameba, o Trichocephalus corruptus. Essa ameba evoluiu e virou minhoca. De minhoca...

Bem, veja a charge abaixo, publicada em 1999 pela Folha de São Paulo, e tire suas conclusões...

clique na imagem para vê-la aumentada...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Caraguá: Um ano sem a Palmeira Imperial do Museu, aquela que foi imolada em público

Ontem, 15 de março de 2011, fez um ano que caiu a Palmeira Imperial que existia defronte do Museu Municipal, na praça Cândido Mota, atingindo o telhado do prédio. Ventos de até 120 quilômetros por hora derrubaram a árvore de cerca de 20 metros e que contava 69 anos de idade*.

Prédio do Museu - década de 50 - a palmeira ainda jovem
A palmeira estava sadia, segundo a historiadora Luzia Prado, que declarou textualmente: “Essa historiadora viu ‘com os olhos que a terra há de comer um dia’ que a nossa querida palmeira imperial não tinha insetos visíveis corroendo seu miolo (broca ou cupim)”. A culpa foi mesmo do vento, que fez outros estragos na cidade. Mas, o que poucos sabem é que, apesar de toda a realeza daquela palmeira imperial, autoridades municipais já foram impiedosas para com ela no passado.

Se a historiadora tivesse avaliado o seu tronco mais detidamente teria encontrado duas perfurações no caule, semelhante à mordida de um vampiro. Dois orifícios provocados por enormes pregos nela cravados pelas nossas autoridades do Poder Executivo Municipal e do Poder Legislativo. E mais: pelos ecologistas da época, ou que pelo menos assim se identificavam.

Segundo dados históricos, as duas palmeiras imperiais foram plantadas defronte da escola “Adaly Coelho Passos” em homenagem ao Dia da Árvore, exatamente no dia 21 de setembro de 1940, a mando do então prefeito Dr. Bláulio Pereira Barreto e pelo diretor da escola, professor Jorge Passos. Quem fez o serviço de plantio foi Francisco D’Onófrio, o mesmo que confeccionou às suas expensas e colocou na praia da frente a imagem de Iemanjá.

Quando aquelas palmeiras imperiais, que passaram a fazer parte do patrimônio municipal, completaram cinqüenta anos, os administradores municipais acharam de fazer uma nova homenagem a elas. O ano era 1990. E o dia, 21 de setembro: Dia da Árvore.

Foi uma homenagem insólita. Diante das autoridades reunidas, e de vereadores, e de ecologistas, e do povo, em vez do “parabéns a você”, cravaram dois enormes pregos na pobre cinqüentenária palmeira, perfurando seu caule até atingir suas entranhas, para assim tornar fixa uma placa “homenageando” a pobre coitada. Árvores não falam, não gritam, mas com certeza sentem. O que a nossa falecida palmeira sofreu certamente foi algo inominável.

Eis os dizeres jocosos constantes da placa: “Homenagem da Prefeitura, Câmara e Ecologistas, comemorando os 50 anos do plantio desta Palmeira, em 21.09.1940 – Dia da Árvore, pelo então Prefeito Dr. Braulio P. Barreto e pelo Diretor da Escola prof. Jorge Passos, hoje EEPG Adaly C. Passos. Caraguatatuba, 21.09.1990”. Bonito, não? E cravos na palmeira! Como aqueles que perfuram as mãos do Cristo.

Nossas distintas autoridades talvez desconhecessem que pelo buraco dos pregos, que em breve enferrujariam –como de fato enferrujaram e deixaram aberta a chaga–, doenças penetrariam facilmente, como brocas e cupins. E o pior, a umidade, entrando pela ferida aberta, provocaria um acelerado processo de apodrecimento do caule, até enfraquecer e comprometer todo o corpo lenhoso.

As três árvores da seqüência, defronte da Associação Comercial,
foram abatidas pelo facão público, embora saudáveis
Em Caraguá, parece que a preocupação com as árvores públicas nunca foi lá essas coisas. Basta ver como são podadas e a quantidade delas que morrem depois de receber o “tratamento” público. Isto sem falar daquelas retiradas a pedido de amigos ou de comerciantes, que se sentem incomodados com a presença do vegetal da calçada, até por esconder seus luminosos comerciais, e o sentenciam à morte. Três delas, em plena saúde, foram assassinadas pelo facão público bem defronte do prédio da Associação Comercial.

É com muita animação que hoje vemos algumas árvores ainda jovens darem as suas primeiras flores. São os vegetais plantados através de um programa da prefeitura incentivado pelo vice-prefeito Antonio Carlos Júnior, que na época substituía o pai. Foram inúmeras árvores frutíferas, floríferas e sombreiras plantadas nas calçadas das ruas centrais e que hoje nos encantam a todos com sua primeira florada.

As árvores plantadas por A.C. Júnior começam a dar flores.
Rua Teotino Tibiriçá Pimenta, centro.  Fotos: Caraguablog

Bom sinal. Sinal de que, felizmente, a canção ainda não está perdida.

*O Museu registra que a palmeira foi plantada em 21.09.1941, mas a placa colocada posteriormente indica como data de plantio 21.09.1940. Neste caso, ela teria 70 anos ao tombar.
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terça-feira, 1 de março de 2011

Dirceu (PT) segue Fidel Castro

ASSOCIA MASSACRE  NA  LÍBIA A MANIPULAÇÃO DOS EUA
Na ultima terça Fidel Castro escreveu em uma das suas “REFLEXÕES” que a Líbia era vítima de uma forte campanha midiática e isentou o ditador Muamar Kadafi do massacre que deixou centenas de mortos nas últimas semanas.
Ontem as palavras do líder Cubano ganharam o apoio de um dos comandantes do PT-Partido dos Trabalhadores e ex-ministro José Dirceu (Acusado como chefe do Mensalão).
Em seu blog, Dirceu atribuiu aos EUA a responsabilidade por uma “manipulação do noticiário e uma interferência branca”. Dirceu criticou ainda as sanções unilaterais anunciadas na sexta feira pelos americanos, dizendo que seu real objetivo, ao apressar a queda de Kadafi, seria “comandar a transição para controlar as reservas  e a produção de Petróleo e evitar um governo antiamericano ou pró-palestinos ao fim da crise Líbia.
SERÁ QUE SÓ ELE ESTA CERTO? VOCÊ CONCORDA?
Publicado no Estadão de domingo 27 de fevereiro 2011
Caraguablog/JFPr

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Rua Lobo, que piada...

Defronte da lateral da prefeitura e da câmara de vereadores algum desavisado, para dizer o mínimo, colocou uma placa de identificação de via pública novinha em folha. Ele pretendeu identificar as duas avenidas que ali se encontram, a Frei Pacífico Wagner e a Siqueira Campos. Só que...

ao fundo, colégio "Thomaz"
...o “entendido” errou ao colocar as placas. A av. Frei Pacífico Wagner ficou identificada apenas como “Pacífico” e a av. Siqueira Campos apenas como “Lobo”. Erro grosseiro de quem demonstra ser complemente alheio às coisas locais, desses alienígenas que arranjam emprego em firmas contratadas pela prefeitura, mas que, da cidade mesmo, entendem bolhufas.

Dá nisso chamar gente de fora para cuidar do que é nosso.

Onde está “Pacífico” daria para escrever pelo menos “Frei Pacífico”, há espaço na placa, dispensado-se o “Wagner”. Até aí compreensível. Mas simplesmente “Pacífico”? O que se estaria homenageando com a identificação? Mais o oceano que banha a costa leste americana e menos o religioso que fez história em nossa Caraguatatuba, com certeza. Verdade que há o nome completo na placa, mas de tão minúsculo que acaba despercebido ou ilegível ao motorista.

Agora, imperdoável mesmo é o “Lobo”. A via pública se chama “av. Siqueira Campos”, e de onde saiu o “Lobo”? De alguma toca porventura existente ali pelos lados da mata acima do Exporte Clube XV de Novembro, o Morro do Tatu?

O que torna o fato mais grave é que o local é bem defronte da câmara de vereadores. É bem de frente para lateral da prefeitura, em que há uma porta por onde o prefeito entra em seu gabinete e dele sai discretamente. A av. Siqueira Campos, identificada como “Lobo”, é onde fica a secretaria de Administração, a cerca de 40 metros de onde está a placa. Dá para acreditar?

prédio em detalhes azuis: prefeitura; fotos: Caraguablog
Aquela “coisa” está lá há quase dez dias e ninguém ainda se tocou. Vereadores, seus assessores, funcionários comuns, inclusive da câmara e da prefeitura, secretários municipais, por ali transitam todos os dias, estacionam seus carros. Ninguém ainda se deu conta da barberagem praticada. A placa está lá, informando um oceano e um animal constante da lista de extinção, menos o nome das consagradas vias públicas de nossa cidade.

O desavisado ou o turista, ao ver a bela placa, fica imaginando: por que não deram o nome de “Atlântico”? Seria mais lógico, pois está aí, à nossa frente. Mas, “Pacífico”... Outros também se indagam acerca do “Lobo”. Seria homenagem ao Lobo Mau, das histórias em quadrinhos? Ao lobo que comeu a vovozinha? Ao lobo que, soprando, derrubou a casa dos três porquinhos? Ou seria homenagem ao cão fiel companheiro do policial Carlos Miranda, da série Vigilante Rodoviário dos anos sessentas? Não dá para saber.

É triste ter de dar esta nota. Mas, se fazem isso bem nas barbas do prefeito e dos vereadores, o que não fariam longe de nossas autoridades?
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

São Sebastião: Câmara é auto-suficiente para realizar consolidação de leis

O novo presidente da Câmara de São Sebastião, Artur Balut –que diz ser o único que terá as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas, numa referência arrogante e pouco elogiosa aos colegas que passaram pela Casa, que tiveram suas contas rejeitadas por diversas irregularidades–  iniciou um movimento que visa a consolidar toda a legislação sebastianense.

Com o trabalho, o presidente pretende eliminar a legislação defasada pelo tempo e as leis que indiretamente foram revogadas, mas que ainda entopem os arquivos legislativos como se ainda estivessem em vigor. Claro que essa bagunça legislativa atrapalha o dia a dia do trabalho dos vereadores e a execução de uma limpeza é sempre bem-vinda, por oferecer confiabilidade jurídica às normas que se produzirem daqui para a frente.

O presidente se reuniu com César Zimmer, presidente da OAB de São Sebastião e Ilhabela, pedindo apoio para a realização dos serviços, e obteve. Zimmer pôs a instituição à disposição para o que fosse preciso no desenvolvimento de um trabalho neste sentido.

É aí que a coisa pega...

Ora, ao que se saiba, legislar e rever a sua legislação é função exclusiva e preponderante do Poder Legislativo – é por isso que o poder recebe esse nome: legislativo. Se não, outra seria a sua identificação. Então, fica a pergunta: na hora de pôr a mão na massa, executar um trabalho de revisão, precisa da ajuda de outro órgão? Parece que a Câmara está delegando coisa que constitucionalmente está afeta somente a si.

Quem vai saber se a lei está em vigor ou não? A Câmara. E as leis temporárias, quem as identificará? A Câmara. As que foram revogadas indiretamente, através do preguiçoso artifício “revogam-se as disposições em contrário”? A Câmara. As leis conflitantes? A Câmara. As reformas que a Lei Orgânica precisa em razão das alterações constitucionais? A Câmara. Então, onde entra a Ordem dos Advogados nesta história?

Parece não ser essa a função da Instituição congregadora dos advogados do Brasil. Ademais disso, funcionários é o que não falta na Câmara de São Sebastião para fazer um serviço dessa natureza, trabalhoso, é verdade, mas de uma simplicidade inquestionável, já que foram eles próprios, funcionários e vereadores, que produziram todo o entulho e portanto devem compreender muito bem o que andaram fazendo.

Competência administrativa e jurídica dos funcionários para executarem o trabalho certamente não é problema, à exceção de um ou outro colocado lá pelas vias políticas para fazer não se sabe exatamente o quê, ou até não fazer. Alguém sabe dizer quantos funcionários a Câmara tem? Ora, o suficiente para a empreitada, diga-se de passagem.

Outra coisa que não pode ser desprezada é o número de advogados que a Casa Legislativa tem. Acaso não dariam conta do recado? Precisariam recorrer a advogados “de fora”, apontados pela OAB, para avaliar a legislação municipal que eles mesmos ajudaram a produzir com seus pareceres? Até mesmo vereadores-advogados a Casa possui. Portanto, em termos jurídicos, a Câmara está abarrotada de doutores. Só falta disposição para o trabalho.

Ora, ora, mais uma vez. Uma Casa de Leis, entupida de funcionários até o teto, a maioria assessores de alguma coisa –por que não criaram o cargo de Assessor de Controle Legislativo e Consolidação, por concurso sério e nomeando alguém realmente preparado?–, e ainda com doutores “a la sobrança” transitando por entre salas e corredores, dando pareceres e sei-lá-mais-o quê, não precisa de outro órgão algum para realizar... o dever de casa.

Pelos funcionários administrativos que tem e pelos advogados que possui, a Casa de Leis é bastante em si mesma. Ao menos, deveria...
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